Passo a passo para construir um modelo de negócio para sua startup

Escrito por: Cotidiano Aceleradora

22 de novembro de 2021

Equipe conversando sobre modelo de negócios!

Um modelo de negócio eficaz é uma das maiores prioridades para as startups que desejam se manter competitivas no mercado.

E para elaborar um modelo de negócio coerente e completo, é necessário levar em consideração as particularidades do seu negócio.

Logo quando surgiu, o modelo de negócio era utilizado para refletir a vertente financeira das empresas. Ou seja, ele auxiliava na aplicação correta dos recursos financeiros.

Porém, com o passar dos anos, esse conceito foi se aprimorando, o que acabou possibilitando a inclusão de outras vertentes fundamentais para o sucesso de qualquer negócio.

É exatamente por isso que o modelo de negócios consegue ser bem mais amplo nos dias atuais.

Desta maneira, ele pode ser considerado um planejamento do negócio, sendo um instrumento que serve para identificar os recursos, competências e parcerias a serem utilizadas para atingir os objetivos da empresa.

Enquanto muitos gestores compreendem a importância do planejamento, outros acabam deixando esse assunto de lado.

No entanto, para garantir um melhor desempenho em um mercado cada vez mais competitivo, o planejamento precisa ser enxergado como uma prioridade, ainda mais quando se trata de startups.

Mas se você chegou até aqui, significa que está disposto a tornar o planejamento uma prioridade nos processos da sua startup, não é verdade?

Caso você queira descobrir o passo a passo definitivo para construir o modelo de negócio para a sua startup, não deixe de ler esse texto até o final.

Boa leitura!

Primeiramente, você realmente sabe o que é um modelo de negócio?

Antes de partir para a prática, você precisa compreender o que é, de fato, um modelo de negócio. E é nisso que vamos ajudar você agora.

Pois bem! O modelo de negócio pode ser definido como a maneira com que a sua empresa gera e entrega valor para os seus consumidores.

Se trata da estruturação dos elementos e etapas que constituem a forma com que o seu negócio faz o que faz.

Isso só poderia gerar uma série de benefícios, não é mesmo? Na criação desse documento, o gestor precisa citar e descrever as principais ações do seu negócio, bem como as relações umas com as outras.

Ao fazer isso, o empreendedor vai conseguir entender melhor como a empresa vai funcionar, o que inclui compreender os pontos fortes e fracos daquilo que está sendo executado.

Em outras palavras, uma visão macro do negócio é gerada.

Isso significa que avaliar de forma completamente estratégica a maneira mais apropriada para entregar uma experiência melhor para os seus consumidores se torna possível.

Além de entregar uma experiência mais adequada para o seu público, é importante lembrar que isso ocorre de forma mais prática e lucrativa para a sua startup, seja em um curto, médio ou longo prazo.

E qual é a diferença entre Modelo e Plano de Negócio?

Uma das dúvidas mais comuns consiste em diferenciar Modelo e Plano de Negócio. Porém, embora muitas pessoas associem esses dois mecanismos, saiba que esses dois processos são distintos.

Enquanto o Plano de Negócio consegue ser bem mais detalhado, o Modelo de Negócio é considerado o processo anterior a um Plano de Negócio.

Na prática, o Plano de Negócio possui o benefício de possibilitar um melhor entendimento da viabilidade de uma empresa, o que ocorre por análises econômicas, de mercado e processuais.

É por isso que esse documento deve ser entregue aos investidores, por exemplo, quando for o caso.

Seguindo outro caminho, o Modelo de Negócio vai conseguir auxiliar a sua startup a enxergar as etapas que devem estar no Plano de Negócio.

Isso normalmente ocorre de forma menos detalhada, mais prática e visual.

Portanto, saiba que é necessário ter os dois processos para garantir um resultado mais promissor no fim das contas.

Mas, afinal, como construir um Modelo de Negócio?

Quando se fala em empreendedorismo, fica inevitável não dizer que o estudo é um fator determinante para o sucesso, concorda?

Sabendo disso, você precisa ter em mente que o livro “Business Model Generation” não pode faltar na estante de qualquer empresário de uma startup.

Esse livro, publicado no Brasil com o subtítulo “Inovação em modelos de negócios”, consolida o Modelo de Negócio de uma forma bastante simples e prática por meio do Business Model Canvas.

Para quem não conhece, o Canvas é um quadro dividido em 9 partes onde o empreendedor consegue visualizar e elaborar sem muitas dificuldades o seu modelo de negócios.

Além de conter tópicos, cada aba do quadro contém etapas com perguntas-chave.

Essas etapas geralmente devem ser preenchidas na seguinte ordem:

  • Segmentos de mercado: onde deve ser preenchido quem é o seu público ideal. Para isso, você pode definir um perfil ou até mesmo a persona;
  • Proposta de valor: qual é a solução que o seu negócio pretende entregar? Quais são os diferenciais dessa entrega para os consumidores? Essas são as perguntas das respostas que devem ser preenchidas nessa etapa. Desta maneira, neste momento você não pode determinar somente a atividade da sua empresa, mas esclarecer o que difere ela das outras opções disponíveis no mercado;
  • Canais: como o seu produto chegará até o cliente? Também é necessário pensar no melhor canal para o seu perfil de público;
  • Relações com clientes: como e por meio de quais canais a sua empresa pretende manter uma boa relação com os consumidores? É aqui que você vai delimitar os canais de comunicação, o que deve começar antes mesmo de uma pessoa se tornar cliente e seguir até a manutenção desse relacionamento;
  • Fonte de renda: é nessa etapa que devem ser listados todas as fontes de entrada para o seu negócio (clientes, estratégias de marketing, etc.). Para isso, não esqueça de detalhar quanto e como o seu público está disposto a pagar pelo produto ou serviço que é oferecido por sua empresa;
  • Recursos-chave: concluindo as etapas anteriores, chegou o momento de descrever tudo aquilo que é necessário para que sua empresa consiga entregar a proposta de valor para o cliente. Isso inclui o local de produção, capital humano, equipamentos essenciais e por aí vai;
  • Atividades-chave: quais são as principais atividades encarregadas pelo valor que é entregue ao seu público? Ao responder isso, lembre-se de pensar nessas atividades como a solução de algum problema que está sendo solucionado para o seu consumidor;
  • Parcerias-chave: nesta etapa você precisa listar quais são as parcerias importantes para a entrega da empresa (fornecedores, terceirização, alianças, etc.);
  • Estrutura de custos: por fim, mas não menos importante, você deve listar quais são os custos imprescindíveis para execução e manutenção das atividades da sua empresa. Isso vai ajudar você, por exemplo, a estabelecer o melhor preço a ser cobrado para seu produto ou serviço. Portanto, foque somente nos custos mais importantes e deixe os detalhes de lado.

Como você pode observar, a construção de um modelo de negócio para a sua startup é uma tarefa mais simples do que parece.

Embora seja necessário dedicar um tempo para isso, saiba que os benefícios compensam esse processo, ainda mais quando se trata de empresas inovadoras no mercado, como é o caso das startups.

E então, preparado para potencializar ainda mais o desempenho da sua startup no mercado? Caso você tenha gostado desse conteúdo e queira aprender mais, basta dar um clique aqui para acessar o nosso blog. Até mais!

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